O que é Leucemia?Quais os tipos?

Leucemia

A Leucemia é um câncer que se forma no sangue, dificultando o organismo a combater infecções.

Esta formação acontece na medula óssea, às células jovens anormais se aglomeram nesta região e são substituídas por outras células normais. Essa doença apresenta subdivisões: Leucemia Linfocítica aguda e crônica; Leucemia mielógena ou mieloide aguda e crônica.

Qualquer uma delas exige um tratamento diferenciado. A definição das mesmas está relacionada com o avanço da doença e com o tipo de célula que possui.

Tipos de Leucemia

Leucemia aguda: Nesta fase as células se encontram muito imaturas, portanto sua produção é acelerada e a doença é bastante agressiva. O que requer um tratamento intenso.

Leucemia crônica: Geralmente a pessoa que tem Leucemia crônica, sente-se bem por anos. Suas células são mais maduras, contudo sua produção pode ser alta ou baixa. Por consequência disso, elas funcionam normalmente por um longo tempo. Assim os sinais demoram a aparecer e os pacientes não procuram auxílio médico com rapidez.

Leucemia linfocítica crônica (CLL): De acordo com pesquisas, a CLL não tem nenhuma relação com fatores genéticos, porém pode ser adquirida ao longo da vida. Pouco aparece em crianças, sua ocorrência é maior nos adultos com mais de 55 anos. Ela atinge diferentes tipos de tecidos no organismo e sistemas sanguíneos. Essa classe corresponde aquela já menciona aqui, em que as pessoas demoram a sentir os sintomas.

Leucemia linfocítica aguda (ALL): Aparece em maior incidência em crianças pequenas, raramente em adultos. Sua origem é desconhecida, mas sabe-se que não está ligada a fatores hereditários. Se o diagnostico e tratamento foi feito com rapidez há grandes chances de cura. Entretanto, sua progressão é rápida.

Leucemia mielóide crônica (LMC): Afeta mais os adultos. Os sinais da LMC, também demoram a surgir. Está anomalia aparece pela alteração do cromossomo Ph+. No qual, verifica-se a fusão de partes de dois cromossomos diferentes.

Leucemia mielóide aguda (AML):Este tipo de Leucemia pode acometer crianças e adultos. Sua concepção se dá em combater as células do sangue e medula óssea, que são as responsáveis por produzir as defesas no corpo contra infecções. Essa mutação genética avança rapidamente. Mesmo atingindo as crianças, o aumento da idade pode incidir em mais casos.

Causas

Alguns estudos apontam que este tipo de câncer se origina de uma alteração genética adquirida, ou seja, não hereditária. No qual, há uma multiplicação exagerada de uma mesma célula, levando ao surgimento do câncer.

Ao longo de todos esses anos de pesquisa, não se pode afirmar o que realmente causa a Leucemia. Entretanto existem alguns fatores de risco que propiciam o surgimento desta anomalia ou doença maligna como também é conhecida.

Estes fatores podem ser: tratamento anterior de outros cânceres; exposição de quimioterapia e terapia de radiação; distúrbios genéticos como a síndrome de Down; exposição a determinados produtos químicos; fumar; história familiar de leucemia; idade e etc.

Sintomas

Os sinais aparecem quando o organismo não consegue mais produzir células sanguíneas normais. Com a baixa dessa produção os sintomas vão aparecer como: fadiga; alta de ar; palpitação; dor de cabeça; sangramentos (gengivas e nariz); manchas roxas ou pontos roxos na pele; gânglios linfáticos inchados (pescoço e axilas); febre ou suores noturnos; perda de peso; desconforto abdominal; dores nos ossos e nas articulações; náuseas; vômitos; visão dupla; desorientação e etc.

Esses sintomas são os mais comuns e não aparecem todos ao mesmo tempo. O que difere é a condição de saúde que a própria pessoa tem.

Diagnóstico

Os médicos especialistas em Leucemia são: Clínico geral, Hematologista e Oncologista.

Durante a consulta, o medico vai fazer uma analise do estilo de vida associado com fatores genéticos para entender a possibilidade de um quadro positivo para a Leucemia.

Exames laboratoriais como o hemograma é o primeiro teste que pode indicar uma alteração no sangue. Normalmente há um aumento no número de leucócitos e diminuição hemácias e plaquetas. A partir disto, um exame de medula óssea vai confirmar o diagnostico.

Tratamento

A finalidade do tratamento é fazer com que a medula óssea volte a produzir células normais no lugar das cancerígenas.

Na Leucemia mielóide aguda existem grandes chances de cura. O paciente recebe quimioterapia e uma combinação de comprimidos ao longo do processo.

Durante o processo da Leucemia linfocítica aguda, existe uma probabilidade de internações recorrentes, devido à baixa imunidade do paciente. O tratamento é mais brando, porém continuo por meses. São usados quimioterápicos.

No caso da Leucemia mielóide crônica não se usa quimioterapia. O paciente toma um medicamento que inibe a produção das células cancerígenas, entretanto não infere na produção das células saudáveis.

 Com a Leucemia linfocítica crônica, a escolha do tratamento se dará através da análise da doença em si e de outras que o paciente tiver, idade, capacidade de suportar a quimioterapia. Após isso inicia-se o processo.

Cada Leucemia vai exigir um tratamento diferenciado. Qual remédio e dosagem devem ser prescritos pelo medico. O paciente não deve se automedicar.

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